Páginas

BUSCA:

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Resenha: Hollow Fields Volume 1 – Editora NewPOP

Hollow Fields, lançado recentemente pela NewPop, foi um dos ganhadores do primeiro International Manga Award (Prêmio Internacional de Mangás) promovido pelo Ministério de Relações Exteriores do Governo Japonês a partir de 2007. O título não foi o grande campeão (poste de Sun Zi’s Tactics de Lee Chi Ching), mas foi um dos quatro homenageados do ano, e destas era a única em que o autor não é de origem asiática.


A criadora do mangá é Madeleine Rosca (Madeleine Bensley) nascida na Austrália em 1977. A autora teve como primeiro contato com a cultura do anime/mangá o anime de Astroboy ainda criança. Quando cresceu ela continuou fascinada pelo estilo e conforme contou em uma entrevista concedida à Deb Aoki, o primeiro mangá que colecionou foi Akira influenciada pelo filme.

A ideia para escrever Hollow Fields veio de quando Madeleine trabalhou como bibliotecária. O contato com a literatura a fez perceber que livros infantis como Artemis Fowl e Desventuras em Série são acessíveis a todos os tipos de pessoas, não apenas crianças, então ela resolveu que escreveria uma história que tanto crianças como adultos pudessem curtir.

Hollow Fields foi então o seu primeiro projeto, começando na forma webcomic, indo ao ar primariamente no site Wirepop. Na ocasião ficou disponível por apenas três dias, já que dentro desse prazo ela foi contactada por um dos chefes da Seven Seas que quis publicar Hollow Fields.

Hollow conta a história de Lucy Snow, uma menina de nove anos e meio que está a caminho de sua nova escola, um internato para garotas. Como seus pais estão ocupados demais com o trabalho, a garota tem que ir sozinha, só que ela se perde no meio do caminho quando tenta cortar caminho por uma floresta sombria.

No meio da tal floresta Lucy vê um prédio que parece uma fábrica abandonada e imediatamente acha que se trata do Colégio Feminino Saint Galbat. Ela não poderia estar mais enganada, se trata de Hollow Fields, uma escola que ensina ciranças superdotadas a se tornarem cientistas loucos.
Como a própria escritora afirma, o principal personagem da trama é a própria escola. Com todas as engrenagens, mecanismos e motores a vapor o visual é fantástico, tudo é imenso e opressivo. As matérias não são comuns como matemática e história, são estranhas e criminosas como Roubo de Túmulos, Transplante Interespécies, Construção de Robôs Assassinos entre outras habilidades eticamente questionáveis necessárias apara um gênio do mal. Outro destaque do mangá são os professores, conhecidos como engenheiros – e falar mais do que isso seria spoiler.

Algo muito interessante sobre Hollow Fields é que, apesar de ser uma história de fantasia, fala sobre algo que todos nós passamos, o medo da escola, um ambiente de descobertas. Nós conhecemos pessoas novas que podem não ir com a nossa cara em um primeiro momento, professores e funcionários que podem parecer monstros ou fadas madrinhas, mas que com o desenrolar do tempo podem se mostrar muito diferentes da nossa primeira impressão. Está tudo ali em Hollow Fields, mas revestido com uma bela camada de fantasia.

Hollow é uma obra steampunk. Para quem não conhece o Steampunk é um subgênero literário dentro da ficção e pode ser considerado como uma variação do cyberpunk. A nomenclatura surgiu no fim dos anos 1980 e se passa em uma realidade do tipo “e se ao invés dos motores movidos a Diesel a tecnologia tivesse se desenvolvido a partir de motores movidos a vapor?”. Tudo no mangá funciona a vapor e podemos ver o estilo vitoriano nas construções, nas engrenagens e nas roupas dos personagens.
O traço da autora é muito competente, ela desenvolveu um estilo próprio e creio que quando publicar uma nova obra poderemos reconhecer de imediato apenas pelo traço, que além de caracteristico é muito bonito. Uma curiosidade é que os personagens não têm nariz.
O sentido de leitura é oriental. Algumas pessoas reclamam quando algum autor de ‘Manga Global’ resolve desenhar a sua obra no sentido de leitura da direita para a esquerda, mas eu acredito que isso seja uma opção do artista, ele deve saber para que público escreve.

O enquadramento é genial, é tudo muito ágil e dinâmico, as sequências não deixam nada a dever para nenhum mangaká japonês e com certeza Hollow Fields é melhor que muita coisa publicada no Japão. Me atrevo a dizer que se as onomatopeias fossem em japonês ninguém poderia diferenciar Hollow Fields de um mangá propriamente dito. Se alguém colocasse um pseudônimo japa obra poderia ser vendida como mangá de uma mangaká com muita criatividade e estilo de arte original.

Agora vamos falar sobre o trabalho da Newpop. O acabamento gráfico é excelente, eu não sei o que eles fazem com o papel pisabrite, mas ele é sensivelmente superior ao usado pelas editoras maiores, sendo sedoso ao toque e pode não parecer, mas faz mais diferença do que se imagina. A impressão está boa, há um moiré leve, nada que atrapalhe realmente a leitura.

A adaptação é um ponto negativo, falta uniformidade à obra. Parte das onomatopeias foram traduzidas, outra parte não. O mais incômodo disso tudo é que a edição das que foram traduzidas está deixa a desejar, parece que passaram a borracha do paint em cima da escrita em inglês e escreveram por cima, Não se deram ao trabalho de reconstruir a imagem e além disso a fonte usada nas onomatopéias adaptadas é bastante diferente da fonte original e elas acabam chamando muita atenção. É muito chato ver em uma mesma página algumas traduzidas e outras originais.

A personagem Senhorita Notch que é descrita pela autora nos extras e em entrevistas (e pelas próprias atitudes da personagem) como fria, pomposa, educada e formal fala “…é tudo na faixa”. Se a personagem é uma empregada inglesa formal, então ela não deveria ter gírias em sua fala. Esse problema de artificialidade se repete com as crianças, elas falam de modo muito formal e não como crianças de nove anos. Pelo esmero apresentado pela autora com a narração e pelos desenhos não dá pra ter dúvidas de que a culpa é da adaptação nacional.

Uma coisa que me incomodou muito foram alguns erros de português. Como por exemplo a diretora, a Sra. Weaver, fala para o Bedel Stinch: “ObrigadO, Stinch, pela…”. Ela é uma senhora, não é? Deveria falar Obrigada. Na cena da tentativa de fuga a Lucy fala: “É a nossa chance, Dino… Vamos tentar não se perder na floresta desta vez…”, depois o Dr. Bleak diz: “Ela sabe construir melhor robôs…”.
Conclusão: O traço é legal, as sequências são ótimas, a estrutura das páginas é muito bem pensada, a história é interessante e foi bem bolada, a autora chega até a fazer balões com linhas retas para a fala dos robôs, mas faltou certo cuidado por parte da NewPOP. Espero que a editora se esforce mais no próximo volume e que não haja nenhum erro, pois o mangá é bem legal.
Quero deixar um agradecimento para a Jack_Babysis que me trouxe um exemplar de presente, o qual veio com um postal de brinde. Na verdade trata-se de uma imagem do mangá impressa em uma papel de fotografia, o que pode parecer pouco, mas é muito mais do que qualquer outra editora nos oferece atualmente.Nessa imagem dá para notar claramente como a arte foi coberta pelas bordas brancas da onomatopeia adaptada.








Games: Trailer de Mega Man Online




Pegando todos de surpresa, nesta madrugada foi divulgado o primeiro trailer de Mega Man Online, que promete ser um divisor de águas entre os fãs do “Blue Bomber”.
Desenvolvido pela Neowiz em uma parceria com a Capcom para PC, por enquanto o jogo só tem lançamento garantido na Coréia – que é indiscutivelmente o país em que mais se produz jogos online ao ano. Por lá ele deve sair ainda em 2010, mas ao redor do mundo só foram registradas patentes, o que não garante o lançamento fora do território coreano.Mega Man Online esteve guardado à sete chaves pelos orientais, que alegam estar produzindo o jogo desde 2007, e só agora em meados de Maio de 2010 é que se iniciou a divulgação com imagens conceituais e alguns detalhes não muito relevantes, como por exemplo, que o jogo será um RPG Online de sistema 2D com gráficos 3D, do mesmo naipe que Grand Chase e Maple Story.
No trailer abaixo, gameplay que é bom não tem nada, mas está bem produzido e consegue empolgar até mesmo quem não é fã da série. Confiram;

De Olho no Japão: One Piece Entra em Nova Fase


Enquanto os brasileiros que colecionavam o mangá One Piece ficaram chupando dedo após o cancelamento da publicação nacional pela Conrad (mesmo que a editora nunca vá admitir), o maior hit da atualidade em território japonês se prepara para entrar em sua segunda fase.
Lembram quando Eiichiro Oda revelou que sua obra estava apenas na metade? Parece que ele estava falando sério, já que o título entrará em hiato na Shonen Jump por exato 1 mês para voltar no final de setembro. Segundo boatos que circulam pela net afora essa nova saga receberia o nome de One Piece: The New World.
A nova fase deverá apresentar muitas novidades, as quais não foram reveladas ainda – até porque se assim fosse, perderia muito a graça.
Enquanto isso no Brasil, o mangá continua empacado, mas o anime ainda tem chances de ganhar uma nova oportunidade de conquistar o público brasileiro. Aguardem.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Vídeos: Novo Trailer de Garo 3D e Mais



Com estreia prevista para o dia 30 de outubro nos cinemas japoneses, o longa metragem Garo the Movie 3D: Red Requiem já é um dos filmes mais aguardados da atualidade.
Produzido em 3D (como o título revela), o longa está novamente a cargo de Keita Amemiya, o criador da série original de 2005 que se tornou um marco dos tokusatsus.
Além de Garo ainda trazemos os vídeos de Yumekui Merry, Koe de Oshigoto! e SoreMachi. Confiram abaixo:
————————————————————————————————————






Games: Anunciado Novo Super Robot Wars


A Namco Bandai anunciou no início da semana a chegada de Super Robot Wars L, novo episódio da tradicional franquia de RPG estrelada pelos mechas mais famosos do Japão. Com previsão de lançamento para o dia 25 de novembro, o título será exclusivo para o Nintendo DS.
Desta vez o elenco de robozões que participarão do game está caprichado, entre eles os mechas de Evangelion, Dancouga Nova, Macross F, Iczer One, Gundam Wing entre outros, todos devidamente “achatados”.
Este será o terceiro jogo da série para o portátil da Big N.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

De Olho no Japão: Faleceu Satoshi Kon

Faleceu nesta terça-feira, dia 24, aos 47 anos, Satoshi Kon, um dos mais brilhantes diretores de animes da atual geração. Responsável por grandes títulos como Perfect Blue, Tokyo Godfathers e Paprika (os dois últimos lançados no Brasil), Kon foi diagnosticado com um câncer de pâncreas terminal no dia 18 de maio deste ano. Na ocasião, recebeu do médico a informação que teria no máximo 6 meses de vida.
A notícia de seu falecimento chegou ao público através de uma nota divulgada via Twitter pelo fundador do estúdio Madhouse, Masao Maruyama.
Kon estava trabalhando na animação Yume-Miru Kikai, que não chegou a ser concluída pelo diretor.



E a Panini não para de trazer novidades pro Brasil. Depois de Tokyo Mew Mew mais um shoujo estrelado por magical girls chegará por aqui em data ainda indefinida – em se tratando da editora, espere pra qualquer momento. Trata-se de Sugar Sugar Rune, mangá publicado entre 2004 e 2007 na antologia feminina Nakayoshi e que possui ao todo 8 edições.
A obra é uma criação de Moyoco Anno, mangaká conhecida mais por ser a esposa de Hideaki Anno (diretor de Evangelion e outros hits do Gainax) do que por seus trabalhos com quadrinhos, apesar de ter emplacado alguns sucessos.
Sugar Sugar conta a história das bruxinhas Chocola e Vanilla, que vêm pro nosso mundinho pra coletar o máximo possível de corações, e a que conseguir se sobressair se tornará a Rainha das Bruxas.
Uma adaptação animada com 51 episódios foi produzida pelo Studio Pierrot (de Yu Yu Hakusho e Naruto) indo ao ar em 2005.
O mangá deverá chegar às bancas em breve ao preço de R$9,90 cada edição.